domingo, 3 de novembro de 2024

A mãe narcisista envenena a mente da filha


A mãe narcisista oculta nunca vai falar de forma direta:  Como, por exemplo, dizer para a filha: "Ah, você gorda desse jeito, quem é que vai te querer?". Em vez disso, ela vai plantar sementes de culpa. Preste bem atenção: sementes de culpa. Então, a narcisista oculta, sendo maligna e psicopata, não sendo aquela pessoa direta, vai sempre plantar essas sementinhas e nunca vai ser explícita. E isso é pior, porque, quando uma mãe diz na sua cara "Seu marido te largou porque você é uma gorda relaxada" ou "Porque você não cuida da sua casa direito" – já que a culpa costuma sempre recair sobre a mulher – você lá na frente pode questionar, pensar "Minha mãe falou isso para mim...". Agora, quando a narcisista é oculta e planta essas sementes de culpa, você pode pensar "Ela não falou diretamente, disse de forma indireta, porque me ama e quer meu bem".

Elas vão soltar algumas palavrinhas no ar, como quem não quer nada, sem parecer maldade, né? Por exemplo: você coloca sua filha de castigo sem celular por algo que ela fez, e sua mãe, em uma visita, diz: "Ah, Jéssica tá de castigo, sem celular, né? Pois é, hoje vi no jornal sobre um adolescente que se enforcou em casa porque a mãe tirou o celular...". Ou então: "Nossa, o Júnior tá andando com umas roupas pretas, vive trancado no quarto, jogando videogame, cuidado, isso pode ser depressão". A narcisista oculta usa frases indiretas e manipulativas para gerar culpa, como: "Fulano, seu filho reprovou? Será que ele tem algum problema de cabeça? Talvez esteja com problema de aprendizado, porque li que crianças que sofrem maus-tratos têm dificuldade em aprender".

Essas frases calculistas criam um sentimento de culpa enorme em você, e essas sementes germinam, causando traumas e gatilhos que podem até levar ao suicídio. Depois de plantadas essas sementes, elas ativam esses gatilhos para que você se sinta culpada e permita que elas te manipulem e abusem de você. A culpa adoece, e um dos processos mais difíceis na terapia é justamente trabalhar essa culpa, que adoece tanto.

Por isso, muitas pessoas falam: "Virgínia, mesmo sabendo de tudo, a culpa me persegue". E isso é consequência de anos de abuso psicológico e tortura mental. É como um soldado que passou anos na guerra e desenvolveu estresse pós-traumático; nós passamos a vida toda sob essa tortura, então é um processo demorado para curar, mas necessário.

Essas feridas só se curam com muito amor-próprio. É essencial se maternar, valorizar-se e, aos poucos, encontrar prazer em cuidar de si mesma. Muitas pessoas que passaram por isso precisam aprender a se amar, porque não tiveram o primeiro amor de suas mães. É um aprendizado, uma prática. No meu curso sobre mães narcisistas, ensino como trabalhar o autoamor, a autoconfiança e reconstruir a autoestima e outras áreas da vida, clique AQUI para se inscrever.

Virginia Coser - Psicanalista Clínica - Registro SOPES - 0120-2021


O implante de falsas memórias da mãe narcisista

Os implante de falsas memórias que as mães narcisistas fazem na mente dos filhos, sim, mães narcisistas — elas implantam na mente dos filhos, ou de qualquer pessoa, falsas lembranças, falsas memórias, com a finalidade de manipular e esconder erros dela, dessa mãe narcisista. Elas favorecem algumas pessoas, desfavorecem outras, enganam e manipulam para que tudo fique conforme a vontade delas. Descubra se você passou por algumas dessas situações. Vou listar algumas dessas situações onde é comum a mãe narcisista implantar falsas memórias.

Bem, o que é memória? Memória é aquilo que você lembra, não é? Pois é, a falsa memória é uma lembrança que não existiu, e as mães narcisistas fazem isso muito para tirar proveito de suas vítimas. Elas confundem; é uma forma de gaslighting. Bem, quando paramos para pensar, é uma forma de abuso psicológico. 

A Dra. Elizabeth F. Loftus é uma psicóloga cognitiva americana especializada em memória humana. Em uma entrevista, ela comenta que muitas pessoas são condenadas injustamente, pois vítimas identificam erroneamente essas pessoas como autoras de crimes. No entanto, depois se descobre que a pessoa incriminada e julgada não era a autora do crime. Mesmo assim, a vítima havia dito com muita certeza: “Sim, esse é o criminoso” ou “Essa é a pessoa que sequestrou minha filha” ou “Esse é o homem que me assaltou”. Elas falam com tanta certeza que parecem lembrar, mas não foi real. Após reverem imagens ou evidências, descobrem que não era aquela pessoa ou situação. 

Por que isso acontece? Ela explica que, em um dos estudos que realizou, criaram um acidente entre dois carros — de maneira segura e controlada, claro. Quando as pessoas que participaram do estudo foram perguntadas sobre a cor dos carros envolvidos, muitas erraram, afirmando com certeza uma cor incorreta. Após verem as imagens, viram que não era a cor que haviam lembrado. Isso mostra como uma falsa memória se cria; nosso cérebro pode se confundir quando forçamos a mente a dar respostas.

É importante dizer que isso pode ocorrer com qualquer pessoa, não apenas com filhos de mães narcisistas. Justamente por isso, eu, Virgínia, particularmente, sou contra a regressão. Vale lembrar que regressão é diferente de hipnose. Não sou adepta da regressão porque, ao forçar o inconsciente a lembrar algo, podem surgir falsas lembranças de situações que nunca existiram, e isso pode alterar a vida negativamente. Esse estudo é real. Agora imagine, sendo filho de uma mãe narcisista, a quantidade de memórias falsas que você pode ter, ou ouvir sobre si mesmo e sobre outras pessoas. A mãe pode dizer que algo aconteceu, como “quando você era pequeno, escorregou, bateu a cabeça e ficou assim”. 

Um exemplo: a alienação parental. A mãe narcisista cria falsas memórias, repetindo coisas negativas sobre o pai, como “seu pai batia em mim” ou “seu pai te machucava”. Com o tempo, a criança acredita nessas “lembranças” sem lembrar dos detalhes reais. Outra situação: você acha que tinha uma deficiência na escola, mas essa foi uma falsa memória imposta. Eu, por exemplo, cresci achando que tinha dificuldade em matemática, pois minha mãe sempre dizia que eu não era boa nisso. Quando fui adulta e vi minhas notas escolares, percebi que era uma memória falsa. Ela implantou essa ideia repetindo sempre: “Você não entende matemática”.

Outro exemplo de falso implante: o filme *Fuja*. A mãe do filme faz a filha acreditar que nasceu incapaz de andar. Quando descobre a verdade, ela percebe que as lembranças foram manipuladas para que acreditasse nisso. 

Tudo o que ouviu de sua mãe narcisista pode ter sido distorcido. Muitas lembranças podem ser implantes de falsas memórias. Para identificar o que é real e o que não é, é preciso um trabalho profundo de análise e autoconhecimento. No meu curso, temos um programa chamado “Autobiografia” para ajudar você a identificar o que é realmente seu e o que foi implantado. Clique AQUI e inscreva-se.

Não acredite em tudo que sua mãe narcisista te disse, pois muita coisa, pode ter sido manipulada ao longo da sua vida.

Virginia Coser - Psicanalista Clínica - Registro SOPES - 0120-2021


Narcisistas e a empatia cognitiva

Para ilustrar, vou explicar a diferença entre empatia cognitiva e empatia emocional.

Imagine que você vê uma senhora atravessando a rua e ela acaba caindo. Pessoas com empatia emocional sentem um impulso imediato para ajudar, até mesmo colocando sua segurança em risco. Já pessoas com empatia cognitiva - característica dos narcisistas - podem até reconhecer o sofrimento do outro, mas só ajudam se houver alguma vantagem pessoal ou uma plateia observando. 

Narcisistas têm uma "empatia cognitiva", o que significa que eles sabem que suas ações podem machucar, mas não sentem o sofrimento do outro e, portanto, não se importam. Eles só agem com aparente empatia quando há algo a ganhar ou quando há uma plateia, porque isso beneficia sua imagem. 

Essa é a razão pela qual muitas vítimas me perguntam: “Minha mãe narcisista ajudou outras pessoas, mas nunca me ajudou, por quê?” Porque a empatia dela é manipuladora, visa manter os outros em débito com ela. Nada é de graça com narcisistas; tudo tem um preço.

Assim, não se sinta inferior, monstruoso, ou indigno de amor. O problema não está em você, mas na falta de empatia emocional da sua mãe narcisista, o que significa que ela realmente não é capaz de amar. Se você sente diferença no tratamento entre você e outras pessoas, saiba que a questão está na incapacidade dela de ter empatia emocional. Não se culpe, entenda que você é digno de amor e respeito.

Foque em você, no que deseja para sua vida. Pare de focar no que ela não te deu e dê a si mesmo o que precisa. É para isso que o curso existe: para te ajudar a se reconstruir e a encontrar seu caminho. Se inscreva : https://hotm.art/mnarcisista

Virginia Coser - Psicanalista Clínica - Registro SOPES - 0120-2021

É possível a mãe narcisista mudar ?

Pais, maridos, mulheres, mães, tios, irmãos – qualquer pessoa pode ser narcisista, independente de ser pai ou mãe. Esses indivíduos já eram narcisistas antes de assumirem esses papéis. Pais não são seres divinos; eles são de carne e osso e existe uma percentagem da população mundial com transtorno de personalidade narcisista. 

Diferente de outros transtornos, como a depressão ou a esquizofrenia, o transtorno narcisista não pode ser tratado com medicação – apenas terapia é possível. Muitas vítimas me perguntam: “Virgínia, minha mãe narcisista vai melhorar? Meu pai narcisista tem cura? Posso ter esperança de que um dia eles serão normais?”

Respondendo de forma direta: não, não conheço nenhum caso de mãe narcisista que tenha melhorado. Nunca recebi um caso de uma mãe narcisista que buscou ajuda terapêutica por conta própria, pois elas acreditam que não têm nenhum transtorno. Elas não conseguem se enxergar como alguém com problemas psicológicos. Em vez disso, veem as pessoas como inimigos, até mesmo seus próprios filhos, usando-os como bodes expiatórios e projetando suas inseguranças e defeitos neles. É um espelhamento das partes ruins que elas não aceitam em si mesmas.

Como não existe medicação, cargo ou status que altere essa condição, e como essas mães não buscam terapia, não conheço casos de melhora. Se você conhece algum caso diferente, compartilhe aqui nos comentários, mas duvido que alguém já tenha visto uma mãe narcisista dizer: “Eu preciso de terapia”, ou pedir desculpas de forma genuína. Quando isso acontece, geralmente é uma estratégia para manter o controle e evitar que a vítima corte o contato ou termine a relação. Elas precisam do que chamamos de “suprimento narcisista”: saber o que o filho ou filha está fazendo para continuar suas campanhas difamatórias e diminuir essas pessoas, mantendo-se “no topo”, ou como elas acreditam ser, “a última bolacha do pacote”.

Essa é a natureza delas, e por isso elas não mudam. Independentemente de serem pais, mães ou parceiros, os narcisistas não mudam. Seja por trauma ou por predisposição genética, a verdade é que essas pessoas perderam a capacidade de ter empatia. Muitas vezes, isso ocorre devido a um trauma infantil que feriu seu ego profundamente, levando ao que chamamos de “ferida narcísica”, ou a uma criação extremamente permissiva, que os tornou narcisistas. Embora as causas não sejam completamente compreendidas, o fato é que são indivíduos tóxicos, que prejudicam as pessoas ao redor. Por isso, o contato zero é necessário para que a vítima possa se reconstruir, desintoxicando-se dessa relação destrutiva.

Ame à distância, se sentir necessidade de amar. Você não precisa continuar amando quem te faz mal. Após passar pelo processo natural de raiva e ódio, não cultive esses sentimentos. Amar é uma escolha, mas você pode optar por amar à distância, mantendo contato zero. É impossível se curar perto de quem te machuca e intoxica. Amor e ódio não podem coexistir no mesmo espaço quando há tanto veneno emocional envolvido.

Por isso, se você ainda tem esperanças de que sua mãe narcisista vai mudar, enfrente a realidade. Isso pode evitar decepções e autossabotagem. Coloque sua esperança em você mesmo, no seu futuro, no que você quer construir para sua vida. Ame-se mais e invista em você, e se puder amar, faça isso à distância.

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Virginia Coser - Psicanalista Clínica - Registro SOPES - 0120-2021

Vingança e filhas(os) de mães narcisistas

Narcisistas são vingativos por natureza. Todos eles. Eles têm a vingança como um prato cheio: vivenciam muito o sentimento de raiva e vingança dentro de si, e estão sempre querendo se vingar de suas vítimas. As vítimas também, principalmente na fase de descoberta, tendem a querer se vingar. Quem acaba sendo prejudicado é a vítima, mesmo tendo sofrido a vida toda. Se cometer um ato infracional, a vítima passa a ser a mãe narcisista. Então, cuidado! 

Elas tramam muito. Às vezes, você só segura a mão delas, e elas já registram um boletim de ocorrência dizendo que foram agredidas. Por isso, o contato zero é tão importante. É melhor não buscar vingança, porque tudo pode ser usado contra você. 

Não sabemos quanto tempo de vida temos. Já pensou em perder um mês tramando contra sua mãe narcisista, e então você partir? Você teria passado os últimos dias da sua vida tramando contra alguém.

 Por mais que essa pessoa "mereça" um castigo, como uma mãe narcisista, você perde tempo. A maior saída é o contato zero e a reconstrução. A maior vingança é ser feliz. O propósito da mãe narcisista é deixar você triste, assustado, com medo. Quando você se empodera e cresce emocionalmente, você se vinga sendo o oposto do que ela imagina ou deseja.

Mas não faça isso por vingança, faça porque você merece! Você, como sobrevivente, merece se reconstruir, dar a volta por cima e ser feliz. Primeiro, porque você merece, segundo, porque precisa. Você passou anos na escuridão e sofrimento, então precisa ser feliz. Essa é a maior vingança e a melhor: cuidar de si. Não dá para esquecer que existe uma mãe, mas é possível fazer o luto simbólico dessa mãe "boazinha" que nunca existiu e seguir sua vida com dignidade, respeito a si mesmo, e com limites ou contato zero.

Se você tem dúvidas sobre o contato zero, contato leve, pedra cinza, ou sobre definir limites, o curso *Como Superar Mães Narcisistas* pode te ajudar clique AQUI e inscreva-se. Há módulos sobre como lidar com o narcisista, com várias vídeo aulas explicando passo a passo, além de módulos para fazer o desligamento emocional e o luto dessa mãe idealizada. O curso pode ser parcelado em até 12 vezes sem juros, então se dê essa oportunidade de se vingar de um modo positivo: sendo feliz. 

Quer se vingar? Se cure! Porque não é vingança, é amor próprio. Sem amor próprio, você continua a sofrer. Cure-se e seja feliz, porque é isso que você merece. Não pense em vingança; quem gosta de se vingar é o narcisista, e eles não mudam. Que pena que não mudam!  Muito triste, mas você não é como eles. Escolha sua paz. Até para se vingar, você perde a paz pensando em como executar um plano.

Escolha você. Escolha sua paz. Essa é minha dica. 

Virginia Coser - Psicanalista Clínica - Registro SOPES - 0120-2021

segunda-feira, 28 de outubro de 2024

Exemplos de como a mãe narcisista trata os filhos de forma diferente

Estudos e vivências clínicas mostram que, em famílias disfuncionais com pais narcisistas, é comum observar um filho ser tratado como "bode expiatório" — carregando as culpas e sendo tratado com desdém — enquanto outro filho, o "filho de ouro", recebe regalias.

Para quem está começando a identificar se tem um pai ou mãe narcisista, trago alguns exemplos que podem ajudar a entender essa dinâmica:

1. Uso da Internet e Telefone: O "bode expiatório" não pode usar o telefone ou a internet sem pagar, mesmo que seja menor de idade, enquanto o "filho de ouro" tem acesso irrestrito, sem contribuir para os custos.

2. Presentes e Recompensas: Em datas como Páscoa, o "filho de ouro" recebe presentes especiais, enquanto o "bode expiatório" recebe pouca ou nenhuma atenção. 

3. Aniversários e Festas: No aniversário do "filho de ouro", há festas e comemorações, enquanto o "bode expiatório" raramente recebe algo significativo.

4. Profissão e Estudo: Mesmo que o "bode expiatório" tenha uma carreira respeitável, os pais o rebaixam, exaltando o "filho de ouro", independentemente do mérito ou do status profissional de cada um.

5. Aparência e Características Pessoais: Qualquer característica do "bode expiatório", como timidez, é criticada, enquanto as habilidades do "filho de ouro" são enaltecidas.

6. Diferença de Apoio Financeiro: Os pais podem pagar cursos, habilitação ou escola particular para o "filho de ouro", mas negam esse mesmo suporte ao "bode expiatório".

7. Tira sarro da profissão: A mãe narcisista  diminui a profissão do bode expiatório, mesmo que esta seja valorizada pela sociedade, enquanto enaltece o cargo do filho dourado. Mesmo que o bode expiatório tenha uma boa carreira e salário, a mãe continua destacando o dourado e desvalorizando os feitos do outro filho.

8. Timidez usada como desdém : O dourado é articulado, e se ele já apresentar traços de narcisismo, isso será usado para rebaixar ainda mais o bode expiatório. O tímido (bode expiatório) é rebaixado, humilhado, e se encolhe mais. Em muitos casos, a timidez é um reflexo do trauma, e só depois de entender sobre trauma e trabalhar a timidez, a pessoa percebe que sua verdadeira essência nunca foi tímida. Quando essa pessoa começa a se curar, é como uma planta que floresce ao sair do ambiente tóxico. 

9. Apelidos pejorativos: Mães narcisistas humilham o filho bode expiatório com apelidos depreciativos, como “porta” e “preguiçoso”, abalando sua autoestima desde a infância e prejudicando seu desenvolvimento social e profissional.

10.  Os melhores curso para o dourado : A mãe narcisista investe em cursos e habilitações para o filho dourado, mas não para o bode expiatório. O curso de inglês, informática, a habilitação... ela paga tudo para o dourado, mas a filha bode expiatório tem que “lutar” para conseguir por si só. Às vezes a desculpa usada é que “na época dela não havia condições”. Claro, é possível que isso aconteça em famílias funcionais, mas nas famílias disfuncionais é uma prática recorrente, causando grandes diferenças de oportunidades.

Qual o resultado disso tudo? Procrastinação, indecisão, competitividade, necessidade de se sentir superior aos outros, e perfeccionismo. A procrastinação está muitas vezes ligada ao perfeccionismo, assim como a indecisão, pois você se sente inferior ao dourado e tenta incansavelmente ser aceito e tratado de forma igual. Isso gera uma cobrança constante, e nada do que você faça parece ser suficiente para agradar sua mãe narcisista. 

O bode expiatório pode ter o melhor emprego, ganhar o maior salário, mas o emprego do filho dourado será sempre melhor aos olhos da mãe. A esposa ou o marido do dourado será “melhor”, o dourado será “mais bonito” ou “mais inteligente”, puxando sempre para o lado da mãe. 

Então, como resolver isso? Como parar de competir e deixar de ser perfeccionista? Trabalhando as dores que você evita enfrentar. É como eu costumo dizer: é preciso mexer na “caixa de vespas”. Assistir vídeos e ler livros é ótimo, mas não substitui o trabalho prático e o apoio de profissionais experientes. O curso “Como Superar Mães Narcisistas”, clique AQUI oferece ferramentas tanto de cura quanto de autoconhecimento, trabalhando essa sensação de inferioridade, autoestima e amor próprio. Há também o “Desafio da Procrastinação”, que ajuda a reduzir o perfeccionismo. Cada aula aborda um aspecto fundamental da cura e oferece uma base sólida para que o sobrevivente possa finalmente se livrar do sentimento de inferioridade.

Às vezes, esse sentimento é tão enraizado que você chega a se sentir no direito de ocupar o “primeiro lugar” apenas se outra pessoa validar. Quando, na realidade, você merece tudo de bom e tem tanto valor quanto o filho dourado. Você não é inferior e merece ocupar o primeiro lugar em todos os aspectos da sua vida. Se ninguém te falou isso ainda, eu estou aqui para te lembrar hoje: *Você não é inferior a ninguém.*

Virginia Coser - Psicanalista Clínica - Registro SOPES - 0120-2021

Você não consegue curar sua mãe narcisista

Quem é sobrevivente, como eu, já deve ter ouvido: "Ah, o que falta é você dar mais atenção para sua mãe. Ela é carente; o que ela precisa é de um abraço."  Será que, se a amarmos mais, dermos mais atenção e fizermos suas vontades, ela se tornará uma pessoa melhor? Será que, se fizermos tudo o que a sociedade diz que devemos fazer para ela, nossa mãe, que se comporta de forma revoltada, mudará?

Quantos já ouviram que a mãe narcisista só quer chamar a atenção e que, se dermos mais atenção, ela mudará? Será que atender todas as ligações, conversar mais, visitar com frequência, dar presentes e fazer suas vontades curaria a "carência" da mãe narcisista, tornando-a uma pessoa boa? 

Será que, ao olharmos para trás, nós, sobreviventes, realmente não amamos nossas mães? Posso dizer por mim: eu amei, e amei muito. Idolatrava minha mãe desde a infância, pois fui treinada, não para amá-la, mas para ser uma codependente que a idolatrava. Quanto mais ela me maltratava, mais eu puxava o saco dela, quanto mais me dava patadas, mais eu a elogiava. Desde criança, fui treinada para isso, e o tratamento do silêncio sempre foi uma grande ferramenta nas mãos da mãe narcisista que me pariu e criou.

Se olharmos para trás, veremos que amamos muito, e algumas pessoas ainda amam muito suas mães narcisistas. Não é falta de amor. Existem pessoas que precisam de um abraço? Sim, posso dizer que, talvez, até o narcisista precise. Eles são carentes, mas suprir essa carência não os cura. Narcisistas são como sacos sem fundo: quanto mais amor e afeto recebem, escapa por essa peneira. Quem realmente precisa de amor e carinho somos nós, os filhos. Narcisistas veem as pessoas sentimentais, que expressam afeto e amor, com desprezo. Para eles, sentir amor é coisa de gente fraca.

 Muitas vezes, percebemos que já fizemos tudo humanamente possível, e nada adiantou. E não adiantará, pois não há cura para o transtorno de personalidade narcisista. Portanto, libere-se dessa culpa. Nada do que você fizer vai curá-la. Então, se você tem dúvidas, faça o meu curso, clique AQUI para entender que nada do que você fizer mudará a sua mãe narcisista. No curso, convido os alunos a pensarem em todas as tentativas que fizeram para mudar suas mães.

A primeira dor do sobrevivente é não ser amado, e a segunda é aceitar que essa situação não mudará. Aceitação é muito importante e, inclusive, o primeiro passo para a cura.

Como posso me curar se nada do que eu fizer mudará minha mãe? A cura não está nas ações dela; está no que você faz consigo mesmo. Só você pode se curar. Ferramentas como cursos e terapia são auxiliares, mas a prática é entre você e você mesmo. E isso começa pela aceitação. 

Para muitos narcisistas, a ideia de tratamento é temporária, e o ciclo de ataques recomeça. Esse é o modo operante deles, sempre procurando alguém para culpar. O transtorno de personalidade narcisista é diferente do narcisismo natural; ele se desenvolve quando a pessoa fica presa numa fase infantil de extrema carência e egocentrismo. Segundo a psicanálise, pode ser causado por rejeição e abandono na infância, entre outros fatores.

Para encerrar, lembre-se: você já fez tudo o que podia, e nada disso vai mudar o comportamento da sua mãe narcisista. A cura não é para mudá-la, mas para você se curar. Aproveite essa jornada de amor próprio, autocuidado e autocompaixão, e siga em frente.

Virginia Coser - Psicanalista Clínica - Registro SOPES - 0120-2021

5 Verdades sobre a avó narcisista

Uma avó narcisista pode ser tão tóxica e manipuladora quanto uma mãe narcisista. Embora muitas vezes pareça afetuosa e generosa com seus net...