domingo, 3 de novembro de 2024

Nem toda mãe tóxica é narcisista.

O que é uma pessoa tóxica? É alguém que te causa algum dano. E isso pode ser, gente, uma mãe ou não, um pai ou não. Pode ser um tio, primo... qualquer pessoa pode ser tóxica, pode ser cruel, pode ser abusiva. O abuso não é um transtorno de personalidade. As pessoas estão confundindo crueldade com transtorno de personalidade. Não é porque ela é abusiva ou tóxica que ela é narcisista, que ela tem um transtorno X. Não! A pessoa simplesmente pode ser cruel, perversa, tóxica. Qualquer nome que vocês queiram dar, isso é somente isso, sem ter um transtorno de personalidade. É só um desvio de conduta. A pessoa é ruim porque é ruim, mesmo. 

Existem  algumas mães que não são narcisistas, que são só ruins, são abusivas, são tóxicas. Essas pessoas agem errado, e aí elas têm um arrependimento. Talvez aprenderam a agir errado com alguém, como os pais. Talvez tiveram uma infância onde receberam maus-tratos e reproduzem isso nos filhos.

Talvez aquela mãe tóxica, abusiva, ela é ruim, mas ela tem empatia. Ela faz terapia e consegue se arrepender, amar e ser uma boa mãe. 

Já a mãe que é narcisista tem um transtorno de personalidade. Essa, vai ser ruim e vai ter todos esses comportamentos de quem é ruim, de quem é abusivo, e mais um monte de coisa, porque vai além de ser ruim. Tóxico e abusivo vai além. A crueldade supera. Não tem terapia que resolva. Essa mãe não possuí empatia, não ama os filhos e não muda. Sente-se superior a todos e tratam os filhos como inferiores. Vive como se fosse uma rainha e seus filhos fossem seus servos. 

Por isso nem toda mãe ruim ou tóxica é narcisista, mas toda mãe narcisista é ruim e  tóxica. 

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Virginia Coser - Psicanalista Clínica - Registro SOPES - 0120-2021

Sequelas físicas causadas pela mãe narcisista

Os danos físicos causados por mães narcisistas. Talvez você pergunte: “Danos físicos? Posso ter uma lesão no braço ou na perna causada por uma mãe narcisista?” Não, gente. São doenças que se manifestam no corpo físico, não só na mente, devido aos maus-tratos da mãe narcisista. Então, para que não haja confusão: não estamos falando de perder um braço ou uma perna; estamos falando de doenças físicas que surgem em consequência do abuso psicológico.

O corpo guarda as marcas das dores da alma. Essa dor vem de um lar disfuncional e de uma mãe narcisista. É uma dor causada por manipulação, violência psicológica, e abandono emocional. Ela deixa marcas no corpo, que a ciência consegue explicar.

Tudo começa com o *estresse tóxico*. Esse estresse ocorre quando o acolhimento não acontece. Imagine uma situação: uma criança quase é atropelada e toma um grande susto. Com uma mãe acolhedora, a criança seria confortada e tranquilizada, e o botão do "pânico" seria desligado. Porém, com uma mãe narcisista, o acolhimento não ocorre, e o botão do pânico fica ativado, gerando um estresse contínuo. Esse estresse constante, o *estresse tóxico crônico*, fica circulando no corpo e desregula o sistema. O cortisol é elevado, e uma proteína específica (a proteína S100B) fica presente no sangue, indicando um trauma emocional. 

Esse estresse tóxico crônico prejudica o sistema imunológico e aumenta a propensão a infecções repetitivas, alcoolismo, depressão, câncer, obesidade, e outras doenças graves. Crianças que passam por isso tendem a crescer mais doentes. Quanto mais jovem o cérebro, mais devastador é o efeito do estresse tóxico. Bebês expostos a esse ambiente têm maiores chances de desenvolver problemas de saúde graves.

Segundo o Dr. José Martins Filho, presidente da Associação Brasileira de Pediatria, estudos mostram que a proteína S100B, comum em traumas físicos graves, também está presente em crianças que sofrem violência emocional. Esse marcador biológico evidencia o impacto profundo que o abuso emocional tem sobre o corpo. Crianças com traumas emocionais apresentam níveis dessa proteína tanto quanto aquelas que sofreram traumas físicos.

Esses traumas podem reduzir o volume cerebral, aumentar as chances de depressão e ansiedade, e gerar condições metabólicas e autoimunes. Muitas mulheres que atendo sofrem com doenças autoimunes e metabólicas, como hipotiroidismo, doenças cardiovasculares, entre outras. Os estudos são claros: o impacto psicológico é tão grave quanto o físico. 

Ainda existe a tal da experiência adversa na infância. Estudos relacionam a adversidade precoce com padrões de expressão diferencial de genes, que parecem persistir na vida adulta. Vários genes foram identificados como sofrendo modificações como resultado das experiências adversas na infância. Assim, o seu gene sofre uma modificação em decorrência dos traumas na infância, em decorrência de tudo o que você viveu com sua mãe narcisista, e isso pode ser transferido para os seus filhos. Infelizmente, seus filhos podem herdar geneticamente essas modificações nos genes, relacionadas a doenças como depressão, cardiopatias, doenças hepáticas, diabetes e até doenças pulmonares. O trauma afeta o gene, infelizmente. 


As experiências adversas na infância são resultado de estudos do Instituto Kaiser, nos Estados Unidos, onde acompanharam cidadãos americanos desde a infância que sofreram diversos traumas no ambiente familiar, analisando como esses traumas impactaram a saúde. Existe uma escala chamada ACE (Adverse Childhood Experiences), que tem uma pontuação específica. Amanhã vou falar sobre o teste da escala ACE, então não percam. Vou explicar a pontuação e os tópicos para esse cálculo.

As experiências adversas na infância são baseadas em estudos científicos com amostras da população americana, e, posteriormente, outros estudos vieram comprovar esses achados. Negligências e abusos fazem parte dessa escala. Existe uma pirâmide que ilustra, na base, a maior percentagem de pessoas com expectativa de vida reduzida devido às experiências adversas na infância. Sobreviventes de mães narcisistas geralmente enfrentam essas experiências adversas, em maior ou menor grau, e a expectativa de vida é reduzida em até 20 anos. Nessa pirâmide, vemos comportamentos problemáticos, menor desempenho acadêmico, desemprego e menor acesso econômico. Em seguida, vêm as doenças psicológicas e, depois, as doenças físicas.

A prevalência de algumas doenças entre pessoas que sofreram experiências adversas na infância inclui 33% mais propensão ao tabagismo, 24% ao consumo de álcool, além de dificuldades para manter um emprego e para acessar seguro de saúde. O trauma afeta o cognitivo, o rendimento escolar e a regulação emocional, tornando mais difícil para o sobrevivente manter um emprego, especialmente se não tem acesso a tratamento. Isso se torna também um problema socioeconômico, pois o sobrevivente pode ter dificuldades para se manter financeiramente.

Entre as condições associadas a experiências adversas na infância, temos transtorno depressivo, doença pulmonar, asma, doenças renais, AVC, câncer, diabetes, doença cardíaca coronariana, sobrepeso e obesidade. Esses fatores já trazem um impacto significativo para a saúde, mas, somados ao tabagismo, consumo de álcool e ao estresse, aumentam o risco de doenças cardíacas, AVC e câncer. 

Estudos também identificaram outras doenças mais prevalentes entre aqueles que enfrentaram adversidades na infância, como artrite, doença cardiovascular crônica, diabetes e enxaquecas. Sobre prevenção, o ideal é, para os que ainda são jovens, prevenir essas doenças antes que se manifestem. A melhor forma de tratar as experiências adversas na infância é pela prevenção, com práticas que muitos já conhecem, como ter um sono adequado, manejo de estresse, atividade física, terapia e alimentação saudável. Se não fizer isso, há uma chance real de morrer até 20 anos mais cedo, porque já se perdeu muito tempo na escuridão. 

Para os terapeutas, é importante entender que os sobreviventes não têm culpa das dificuldades que enfrentam em relação ao autocuidado, pois, na infância, não foram ensinados a cuidar de si mesmos. Eles foram treinados para cuidar dos outros. Um terapeuta que não tenha essa compreensão pode ser menos empático e menos eficaz no tratamento. Portanto, é fundamental que os terapeutas tenham compaixão, paciência e empatia redobradas com esses sobreviventes.

Além das doenças físicas, existem também as doenças psicossomáticas, que envolvem sintomas físicos e, muitas vezes, não têm uma causa clara. Alguns exemplos incluem enxaquecas, psoríase e outras doenças de pele, anemia, alergias alimentares e respiratórias, gastrite, fibromialgia e distúrbios do sono. Muitos sobreviventes de experiências adversas também sofrem de bruxismo, ATM, dores crônicas e até doenças autoimunes, como lúpus.

Em resumo, se você é sobrevivente e identificou essas dificuldades, procure ajuda para realizar o autocuidado necessário. Se você é terapeuta, estenda a mão e ajude os sobreviventes a buscarem essa prevenção. Além disso, esteja atento às doenças psicossomáticas, que podem ser desencadeadas pelo histórico de traumas na infância.

O tratamento das doenças psicossomáticas envolve seguir o protocolo de cada doença, ou seja, seguir o que o médico está dizendo para você. Em alguns casos, isso inclui medicação e fazer terapia para trabalhar os seus traumas, elaborando melhor tudo que aconteceu com você e colocando cada trauma em sua “pastinha” dentro do seu cérebro. O manejo do estresse é fundamental, tanto para as doenças psicossomáticas quanto para as doenças da escala ACES. O estresse não é apenas resultante do trauma, mas também do estresse pós-traumático, que é constante. Portanto, o manejo do estresse também é muito importante.

O trauma impacta a sociedade como um todo e é parte de tudo que se manifesta na comunicação entre pessoas. E é deixado de lado nas formações. É inadmissível isso. Quando as instituições vão olhar para o trauma como um problema? Eu acho que deveria, na psicanálise e na psicologia, ser um dos principais focos, porque a raiz da depressão e da ansiedade muitas vezes está no trauma. 

Diversas doenças físicas, psicológicas e psiquiátricas têm suas raízes no trauma, e muitos terapeutas não sabem absolutamente nada sobre isso. A realidade é essa. Então, você que é sobrevivente, só se trate com profissionais que entendam de trauma, senão você vai dar voltas e não vai resolver seus dilemas. Se você quer um terapeuta, busque um que se especialize em trauma, porque a instituição não te deu o conhecimento necessário, apenas o básico. O trauma vai estar na sua vida diariamente no seu consultório com seus pacientes, e se você não tem um olhar clínico para identificá-lo, vai ficar apenas “enxugando gelo”. Eticamente falando, o que adianta você só ganhar o dinheiro do seu paciente sem levar aquilo que ele realmente precisa? Como dormir tranquilo, colocando a cabeça no travesseiro, sabendo que você está ali apenas “enxugando gelo”? 

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Virginia Coser - Psicanalista Clínica - Registro SOPES - 0120-2021







A mãe narcisista envenena a mente da filha


A mãe narcisista oculta nunca vai falar de forma direta:  Como, por exemplo, dizer para a filha: "Ah, você gorda desse jeito, quem é que vai te querer?". Em vez disso, ela vai plantar sementes de culpa. Preste bem atenção: sementes de culpa. Então, a narcisista oculta, sendo maligna e psicopata, não sendo aquela pessoa direta, vai sempre plantar essas sementinhas e nunca vai ser explícita. E isso é pior, porque, quando uma mãe diz na sua cara "Seu marido te largou porque você é uma gorda relaxada" ou "Porque você não cuida da sua casa direito" – já que a culpa costuma sempre recair sobre a mulher – você lá na frente pode questionar, pensar "Minha mãe falou isso para mim...". Agora, quando a narcisista é oculta e planta essas sementes de culpa, você pode pensar "Ela não falou diretamente, disse de forma indireta, porque me ama e quer meu bem".

Elas vão soltar algumas palavrinhas no ar, como quem não quer nada, sem parecer maldade, né? Por exemplo: você coloca sua filha de castigo sem celular por algo que ela fez, e sua mãe, em uma visita, diz: "Ah, Jéssica tá de castigo, sem celular, né? Pois é, hoje vi no jornal sobre um adolescente que se enforcou em casa porque a mãe tirou o celular...". Ou então: "Nossa, o Júnior tá andando com umas roupas pretas, vive trancado no quarto, jogando videogame, cuidado, isso pode ser depressão". A narcisista oculta usa frases indiretas e manipulativas para gerar culpa, como: "Fulano, seu filho reprovou? Será que ele tem algum problema de cabeça? Talvez esteja com problema de aprendizado, porque li que crianças que sofrem maus-tratos têm dificuldade em aprender".

Essas frases calculistas criam um sentimento de culpa enorme em você, e essas sementes germinam, causando traumas e gatilhos que podem até levar ao suicídio. Depois de plantadas essas sementes, elas ativam esses gatilhos para que você se sinta culpada e permita que elas te manipulem e abusem de você. A culpa adoece, e um dos processos mais difíceis na terapia é justamente trabalhar essa culpa, que adoece tanto.

Por isso, muitas pessoas falam: "Virgínia, mesmo sabendo de tudo, a culpa me persegue". E isso é consequência de anos de abuso psicológico e tortura mental. É como um soldado que passou anos na guerra e desenvolveu estresse pós-traumático; nós passamos a vida toda sob essa tortura, então é um processo demorado para curar, mas necessário.

Essas feridas só se curam com muito amor-próprio. É essencial se maternar, valorizar-se e, aos poucos, encontrar prazer em cuidar de si mesma. Muitas pessoas que passaram por isso precisam aprender a se amar, porque não tiveram o primeiro amor de suas mães. É um aprendizado, uma prática. No meu curso sobre mães narcisistas, ensino como trabalhar o autoamor, a autoconfiança e reconstruir a autoestima e outras áreas da vida, clique AQUI para se inscrever.

Virginia Coser - Psicanalista Clínica - Registro SOPES - 0120-2021


O implante de falsas memórias da mãe narcisista

Os implante de falsas memórias que as mães narcisistas fazem na mente dos filhos, sim, mães narcisistas — elas implantam na mente dos filhos, ou de qualquer pessoa, falsas lembranças, falsas memórias, com a finalidade de manipular e esconder erros dela, dessa mãe narcisista. Elas favorecem algumas pessoas, desfavorecem outras, enganam e manipulam para que tudo fique conforme a vontade delas. Descubra se você passou por algumas dessas situações. Vou listar algumas dessas situações onde é comum a mãe narcisista implantar falsas memórias.

Bem, o que é memória? Memória é aquilo que você lembra, não é? Pois é, a falsa memória é uma lembrança que não existiu, e as mães narcisistas fazem isso muito para tirar proveito de suas vítimas. Elas confundem; é uma forma de gaslighting. Bem, quando paramos para pensar, é uma forma de abuso psicológico. 

A Dra. Elizabeth F. Loftus é uma psicóloga cognitiva americana especializada em memória humana. Em uma entrevista, ela comenta que muitas pessoas são condenadas injustamente, pois vítimas identificam erroneamente essas pessoas como autoras de crimes. No entanto, depois se descobre que a pessoa incriminada e julgada não era a autora do crime. Mesmo assim, a vítima havia dito com muita certeza: “Sim, esse é o criminoso” ou “Essa é a pessoa que sequestrou minha filha” ou “Esse é o homem que me assaltou”. Elas falam com tanta certeza que parecem lembrar, mas não foi real. Após reverem imagens ou evidências, descobrem que não era aquela pessoa ou situação. 

Por que isso acontece? Ela explica que, em um dos estudos que realizou, criaram um acidente entre dois carros — de maneira segura e controlada, claro. Quando as pessoas que participaram do estudo foram perguntadas sobre a cor dos carros envolvidos, muitas erraram, afirmando com certeza uma cor incorreta. Após verem as imagens, viram que não era a cor que haviam lembrado. Isso mostra como uma falsa memória se cria; nosso cérebro pode se confundir quando forçamos a mente a dar respostas.

É importante dizer que isso pode ocorrer com qualquer pessoa, não apenas com filhos de mães narcisistas. Justamente por isso, eu, Virgínia, particularmente, sou contra a regressão. Vale lembrar que regressão é diferente de hipnose. Não sou adepta da regressão porque, ao forçar o inconsciente a lembrar algo, podem surgir falsas lembranças de situações que nunca existiram, e isso pode alterar a vida negativamente. Esse estudo é real. Agora imagine, sendo filho de uma mãe narcisista, a quantidade de memórias falsas que você pode ter, ou ouvir sobre si mesmo e sobre outras pessoas. A mãe pode dizer que algo aconteceu, como “quando você era pequeno, escorregou, bateu a cabeça e ficou assim”. 

Um exemplo: a alienação parental. A mãe narcisista cria falsas memórias, repetindo coisas negativas sobre o pai, como “seu pai batia em mim” ou “seu pai te machucava”. Com o tempo, a criança acredita nessas “lembranças” sem lembrar dos detalhes reais. Outra situação: você acha que tinha uma deficiência na escola, mas essa foi uma falsa memória imposta. Eu, por exemplo, cresci achando que tinha dificuldade em matemática, pois minha mãe sempre dizia que eu não era boa nisso. Quando fui adulta e vi minhas notas escolares, percebi que era uma memória falsa. Ela implantou essa ideia repetindo sempre: “Você não entende matemática”.

Outro exemplo de falso implante: o filme *Fuja*. A mãe do filme faz a filha acreditar que nasceu incapaz de andar. Quando descobre a verdade, ela percebe que as lembranças foram manipuladas para que acreditasse nisso. 

Tudo o que ouviu de sua mãe narcisista pode ter sido distorcido. Muitas lembranças podem ser implantes de falsas memórias. Para identificar o que é real e o que não é, é preciso um trabalho profundo de análise e autoconhecimento. No meu curso, temos um programa chamado “Autobiografia” para ajudar você a identificar o que é realmente seu e o que foi implantado. Clique AQUI e inscreva-se.

Não acredite em tudo que sua mãe narcisista te disse, pois muita coisa, pode ter sido manipulada ao longo da sua vida.

Virginia Coser - Psicanalista Clínica - Registro SOPES - 0120-2021


Narcisistas e a empatia cognitiva

Para ilustrar, vou explicar a diferença entre empatia cognitiva e empatia emocional.

Imagine que você vê uma senhora atravessando a rua e ela acaba caindo. Pessoas com empatia emocional sentem um impulso imediato para ajudar, até mesmo colocando sua segurança em risco. Já pessoas com empatia cognitiva - característica dos narcisistas - podem até reconhecer o sofrimento do outro, mas só ajudam se houver alguma vantagem pessoal ou uma plateia observando. 

Narcisistas têm uma "empatia cognitiva", o que significa que eles sabem que suas ações podem machucar, mas não sentem o sofrimento do outro e, portanto, não se importam. Eles só agem com aparente empatia quando há algo a ganhar ou quando há uma plateia, porque isso beneficia sua imagem. 

Essa é a razão pela qual muitas vítimas me perguntam: “Minha mãe narcisista ajudou outras pessoas, mas nunca me ajudou, por quê?” Porque a empatia dela é manipuladora, visa manter os outros em débito com ela. Nada é de graça com narcisistas; tudo tem um preço.

Assim, não se sinta inferior, monstruoso, ou indigno de amor. O problema não está em você, mas na falta de empatia emocional da sua mãe narcisista, o que significa que ela realmente não é capaz de amar. Se você sente diferença no tratamento entre você e outras pessoas, saiba que a questão está na incapacidade dela de ter empatia emocional. Não se culpe, entenda que você é digno de amor e respeito.

Foque em você, no que deseja para sua vida. Pare de focar no que ela não te deu e dê a si mesmo o que precisa. É para isso que o curso existe: para te ajudar a se reconstruir e a encontrar seu caminho. Se inscreva : https://hotm.art/mnarcisista

Virginia Coser - Psicanalista Clínica - Registro SOPES - 0120-2021

É possível a mãe narcisista mudar ?

Pais, maridos, mulheres, mães, tios, irmãos – qualquer pessoa pode ser narcisista, independente de ser pai ou mãe. Esses indivíduos já eram narcisistas antes de assumirem esses papéis. Pais não são seres divinos; eles são de carne e osso e existe uma percentagem da população mundial com transtorno de personalidade narcisista. 

Diferente de outros transtornos, como a depressão ou a esquizofrenia, o transtorno narcisista não pode ser tratado com medicação – apenas terapia é possível. Muitas vítimas me perguntam: “Virgínia, minha mãe narcisista vai melhorar? Meu pai narcisista tem cura? Posso ter esperança de que um dia eles serão normais?”

Respondendo de forma direta: não, não conheço nenhum caso de mãe narcisista que tenha melhorado. Nunca recebi um caso de uma mãe narcisista que buscou ajuda terapêutica por conta própria, pois elas acreditam que não têm nenhum transtorno. Elas não conseguem se enxergar como alguém com problemas psicológicos. Em vez disso, veem as pessoas como inimigos, até mesmo seus próprios filhos, usando-os como bodes expiatórios e projetando suas inseguranças e defeitos neles. É um espelhamento das partes ruins que elas não aceitam em si mesmas.

Como não existe medicação, cargo ou status que altere essa condição, e como essas mães não buscam terapia, não conheço casos de melhora. Se você conhece algum caso diferente, compartilhe aqui nos comentários, mas duvido que alguém já tenha visto uma mãe narcisista dizer: “Eu preciso de terapia”, ou pedir desculpas de forma genuína. Quando isso acontece, geralmente é uma estratégia para manter o controle e evitar que a vítima corte o contato ou termine a relação. Elas precisam do que chamamos de “suprimento narcisista”: saber o que o filho ou filha está fazendo para continuar suas campanhas difamatórias e diminuir essas pessoas, mantendo-se “no topo”, ou como elas acreditam ser, “a última bolacha do pacote”.

Essa é a natureza delas, e por isso elas não mudam. Independentemente de serem pais, mães ou parceiros, os narcisistas não mudam. Seja por trauma ou por predisposição genética, a verdade é que essas pessoas perderam a capacidade de ter empatia. Muitas vezes, isso ocorre devido a um trauma infantil que feriu seu ego profundamente, levando ao que chamamos de “ferida narcísica”, ou a uma criação extremamente permissiva, que os tornou narcisistas. Embora as causas não sejam completamente compreendidas, o fato é que são indivíduos tóxicos, que prejudicam as pessoas ao redor. Por isso, o contato zero é necessário para que a vítima possa se reconstruir, desintoxicando-se dessa relação destrutiva.

Ame à distância, se sentir necessidade de amar. Você não precisa continuar amando quem te faz mal. Após passar pelo processo natural de raiva e ódio, não cultive esses sentimentos. Amar é uma escolha, mas você pode optar por amar à distância, mantendo contato zero. É impossível se curar perto de quem te machuca e intoxica. Amor e ódio não podem coexistir no mesmo espaço quando há tanto veneno emocional envolvido.

Por isso, se você ainda tem esperanças de que sua mãe narcisista vai mudar, enfrente a realidade. Isso pode evitar decepções e autossabotagem. Coloque sua esperança em você mesmo, no seu futuro, no que você quer construir para sua vida. Ame-se mais e invista em você, e se puder amar, faça isso à distância.

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Virginia Coser - Psicanalista Clínica - Registro SOPES - 0120-2021

Vingança e filhas(os) de mães narcisistas

Narcisistas são vingativos por natureza. Todos eles. Eles têm a vingança como um prato cheio: vivenciam muito o sentimento de raiva e vingança dentro de si, e estão sempre querendo se vingar de suas vítimas. As vítimas também, principalmente na fase de descoberta, tendem a querer se vingar. Quem acaba sendo prejudicado é a vítima, mesmo tendo sofrido a vida toda. Se cometer um ato infracional, a vítima passa a ser a mãe narcisista. Então, cuidado! 

Elas tramam muito. Às vezes, você só segura a mão delas, e elas já registram um boletim de ocorrência dizendo que foram agredidas. Por isso, o contato zero é tão importante. É melhor não buscar vingança, porque tudo pode ser usado contra você. 

Não sabemos quanto tempo de vida temos. Já pensou em perder um mês tramando contra sua mãe narcisista, e então você partir? Você teria passado os últimos dias da sua vida tramando contra alguém.

 Por mais que essa pessoa "mereça" um castigo, como uma mãe narcisista, você perde tempo. A maior saída é o contato zero e a reconstrução. A maior vingança é ser feliz. O propósito da mãe narcisista é deixar você triste, assustado, com medo. Quando você se empodera e cresce emocionalmente, você se vinga sendo o oposto do que ela imagina ou deseja.

Mas não faça isso por vingança, faça porque você merece! Você, como sobrevivente, merece se reconstruir, dar a volta por cima e ser feliz. Primeiro, porque você merece, segundo, porque precisa. Você passou anos na escuridão e sofrimento, então precisa ser feliz. Essa é a maior vingança e a melhor: cuidar de si. Não dá para esquecer que existe uma mãe, mas é possível fazer o luto simbólico dessa mãe "boazinha" que nunca existiu e seguir sua vida com dignidade, respeito a si mesmo, e com limites ou contato zero.

Se você tem dúvidas sobre o contato zero, contato leve, pedra cinza, ou sobre definir limites, o curso *Como Superar Mães Narcisistas* pode te ajudar clique AQUI e inscreva-se. Há módulos sobre como lidar com o narcisista, com várias vídeo aulas explicando passo a passo, além de módulos para fazer o desligamento emocional e o luto dessa mãe idealizada. O curso pode ser parcelado em até 12 vezes sem juros, então se dê essa oportunidade de se vingar de um modo positivo: sendo feliz. 

Quer se vingar? Se cure! Porque não é vingança, é amor próprio. Sem amor próprio, você continua a sofrer. Cure-se e seja feliz, porque é isso que você merece. Não pense em vingança; quem gosta de se vingar é o narcisista, e eles não mudam. Que pena que não mudam!  Muito triste, mas você não é como eles. Escolha sua paz. Até para se vingar, você perde a paz pensando em como executar um plano.

Escolha você. Escolha sua paz. Essa é minha dica. 

Virginia Coser - Psicanalista Clínica - Registro SOPES - 0120-2021

5 Verdades sobre a avó narcisista

Uma avó narcisista pode ser tão tóxica e manipuladora quanto uma mãe narcisista. Embora muitas vezes pareça afetuosa e generosa com seus net...